Como fazer um estudo de viabilidade econômica e financeira?

Por João Augusto Cruzeiro

Pequenas e médias empresas são responsáveis por grande parte da geração de emprego no Brasil. Nesse cenário, empreendedores buscam cada vez mais iniciar ou expandir a sua produção. Entretanto, fazer um negócio crescer é um processo complexo. Portanto, é imprescindível um bom planejamento, de forma a garantir o sucesso da empreitada. Sendo assim, faz-se necessário a realização de um estudo de viabilidade econômica e financeira.

Quando e por que realizar esse estudo? A análise de viabilidade econômica busca uma projeção do retorno de um projeto. Dessa forma, serve de parâmetro financeiro para a decisão acerca da viabilidade de um projeto. Ou seja, deve-se dar prosseguimento a ele, ajustá-lo ou apenas cancelá-lo. Sendo assim, o estudo deve ser feito antes do início do projeto, durante a fase de avaliação. Porém, como se dá na prática a realização de uma análise de viabilidade financeira?

Análise de mercado

A primeira etapa do estudo de viabilidade econômica e financeira deve ser a compreensão do mercado no qual o projeto irá se inserir. Para tanto, é imprescindível o entendimento  do grau de aceitação dos clientes, variação em taxas de consumo, sensibilidade ao cenário econômico do negócio, dentre outros fatores.

Há diversas formas de se realizar uma análise de mercado assertiva. A leitura de relatórios do setor de atuação, comparações com empresas similares, pesquisas acerca do público alvo e o levantamento de dados econômicos da região são boas ferramentas para uma análise segura do mercado, do produto ou serviço a ser empreendido.

A primeira etapa é a compreensão do mercado no qual o projeto irá se inserir.

Orçamento de receitas

Com um bom conhecimento do mercado, é possível prever o fluxo de caixa para o projeto em análise. Para tanto, é necessário o levantamento das receitas esperadas em um determinado tempo com o negócio. Por meio dessa projeção, são realizadas simulações, elencadas nos próximos tópicos, e, por isso, ela é parte fundamental do estudo de viabilidade econômica.

O orçamento de receitas, além de pautado no mercado, deve ser delimitado pelo faturamento esperado da empresa, expectativa de crescimento do negócio e previsão de investimento dentro do período estipulado. Assim, garante-se que a receita prevista será a mais próxima da real possível, aumentando a confiança sobre o fluxo de caixa elaborado.

É necessário o levantamento das receitas esperadas em um determinado tempo com o negócio.

Orçamento de custos, despesas e investimentos

Após conhecer a receita esperada com o negócio, é importante a compreensão acerca dos custos e investimentos relacionados a ele. Isso assegura que o empreendedor não terá surpresas durante o projeto. Nesta etapa, deve-se atentar aos diferentes tipos de cenário: pessimista, neutro e otimista, sempre comparando-os criticamente e determinando aquele considerado o melhor frente à realidade do projeto, tendo como base a análise de mercado e as premissas adotadas.

Durante a projeção de custos, deve-se analisar três tipos de custos: fixos, variáveis e os impostos. As despesas fixas são aquelas previsíveis e recorrentes, como aluguel, salários e conta de luz. Já as despesas variáveis são relacionadas com o volume de produção e vendas. Geralmente, estão associadas à compra de matérias-primas e comissões de vendas. Por exemplo, em uma produção de alimentos, os custos com a compra de embalagens estão diretamente relacionados com a quantidade do produto vendida e, por isso, essa despesa é considerada variável.

É importante a compreensão acerca dos custos e investimentos relacionados ao projeto.

Análise de indicadores

A última etapa do estudo de viabilidade econômica é a análise de indicadores chave que irão garantir o sucesso do estudo. Na análise, são utilizados três indicadores.

  • Valor Presente Líquido (VPL): O VPL é o resultado da diferença entre o valor investido e aquele resgatado ao fim do investimento. Ou seja, o uso desse indicador permite visualizar se um projeto vale mais do que custa.
  • Payback: O Payback, ou período de retorno do investimento, é um indicador que explicita em quanto tempo o empréstimo ou investimento retornará ao investidor ou a empresa.
  • Taxa interna de retorno (TIR): A TIR é uma taxa hipotética de desconto que faz com que os valores das despesas, quando analisadas no presente, sejam iguais aos valores dos investimentos, também trazidos para o presente. Assim, é um indicador que iguala os investimentos com seus respectivos retornos futuros.
Após conhecer a receita esperada com o negócio, é importante a compreensão acerca dos custos e investimentos relacionados a ele.

Tomada de decisão com base no estudo de viabilidade econômica e financeira

Após a realização do estudo de viabilidade econômica e financeira, é o momento de decidir-se o futuro do projeto. Para tanto, alguns outros pontos são importantes de serem analisados. Um deles é o custo de oportunidade, necessário para futuras tomadas de decisão no negócio. O custo de oportunidade mostra o valor da alternativa escolhida. Por exemplo, uma loja de sapatos que vende 20 conjuntos por dia começou a vender também camisas. Com isso, ela alocou um dos vendedores de sapato nessa nova área. Por isso, ela passou a vender diariamente 15 conjuntos de sapato. Assim, o custo de oportunidade nesse caso está nos 5 sapatos que não foram vendidos.

Após a realização do estudo de viabilidade econômica e financeira, é o momento de decidir-se o futuro do projeto.

Iniciar um novo projeto, expandir um negócio ou abrir uma empresa é um processo que envolve lucros, despesas, receitas e diversos fatores econômicos. Sendo assim, o estudo de viabilidade econômica e financeira mostra-se imprescindível para a tomada de decisão acerca do futuro de um projeto, independente do tamanho da folha orçamentária disponível.

Dúvidas em como e quando realizar essa análise financeira? Entre em contato conosco, será um prazer lhe ajudar nesse projeto.

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