Como funciona uma Estação de Tratamento de Efluentes Industriais?

Por Rafaela Oliveira

Uma ETE, Estação de Tratamento de Efluentes ou Estação de Tratamento de Esgoto, é o principal investimento para quem quer começar a tratar os rejeitos produzidos por sua empresa. A instalação de uma ETE é necessária, uma vez que, se os resíduos líquidos não forem tratados adequadamente antes de serem devolvidos ao meio ambiente, podem causar danos irreversíveis à natureza.

O descarte inadequado de efluentes é responsável por poluir e contaminar, não só o solo ou a água, mas também os ecossistemas presentes nesses locais, que impactam diretamente a saúde humana. Além disso, as leis sobre tratamento de efluentes nos âmbitos federal, estadual e municipal estão cada vez mais rigorosas, bem como à consciência ambiental dos clientes, que passam a dar preferência às empresas que se preocupam com sustentabilidade.

O que são Efluentes Industriais?

Efluente industrial é o despejo de resíduos líquidos poluentes oriundos de processos fabris. Estes abrangem desde rejeitos provenientes dos próprios processos industriais, até o esgoto doméstico. Ou seja, é toda água que é utilizada em uma indústria e que, depois, precisa ser descartada.

As indústrias que produzem efluentes e que, consequentemente, devem implementar uma ETE são: automotivas, cervejarias, destilarias, tinturarias, indústrias de cosméticos. Além dessas, as indústrias de mineração, farmacêuticas, alimentícias, de ração animal, de produtos de higiene e limpeza. Destaca-se que testes laboratoriais para controle de qualidade, tingimento de algodão e fabricação de embalagens são atividades que produzem efluentes.

Uma indústria utiliza água com diversas finalidades, como para lavagem do chão de fábrica ou de equipamentos do processo produtivo. Outras utilizações são a incorporação ao próprio produto e para o resfriamento de sistemas e geradores de vapor. Em todos esses usos, a indústria produz resíduos líquidos que precisam ser tratados antes de serem lançados à natureza.

Essa grande variedade de indústrias e atividades industriais podem gerar resíduos líquidos com características diferentes. Dessa forma, para realizar o tratamento adequado, a empresa precisa conhecer o efluente que está produzindo. Para isso, é preciso saber determinadas particularidades dos rejeitos, como o volume produzido e a composição específica. Isso envolve informações sobre toxicidade, quantidade de cargas poluentes e carga orgânica, presença de contaminantes, a concentração dos componentes, etc.

Implantação e funcionamento de uma Estação de Tratamento de Efluentes Industriais

Existem inúmeros processos envolvidos nas Estações de Tratamento, como processos físicos, químicos, biológicos, em batelada e em fluxo contínuo. Há ainda, diversos tipos de reatores: de leito fixo, de leito fluidizado ou expandido e manta de lodo. É essencial conhecer as características do efluente produzido. Uma vez que apenas assim é possível determinar qual é o processo e reator mais adequado para cada indústria.

O tratamento biológico consiste em retirar a matéria orgânica presente no rejeito líquido por dois modos: processos anaeróbicos ou aeróbicos. O processo aeróbico é caracterizado pela utilização de lodos ativados, lagoas aeradas, entre outras técnicas. Já o processo anaeróbio é marcado pela utilização de biofilmes, biocontactores e algumas lagoas.

O tratamento físico remove sólidos em suspensão por meio de separações, como a filtração, flotação e sedimentação. Por fim, o tratamento químico promove a remoção de poluentes através da adição de reagentes químicos e da consequente reação química promovida por eles, como processos de coagulação, oxirredução, neutralização de pH e cloração para desinfecção.

Como melhorar o custo benefício da ETE

É necessário a realização de um projeto para tornar a ETE economicamente viável, com custos logísticos reduzidos e escolha da ETE mais adequada para o perfil da empresa. Através desse projeto, é possível analisar as operações que serão realizadas na Estação de Tratamento e os profissionais necessários para realizar cada processo. Sobretudo, é possível também obter uma análise dos gastos com eletricidade, reagentes químicos e manutenção. Além disso, o projeto também pode examinar os tipos de tanque adequados, os tipos de lodo gerado e como descartá-los.

Ainda, a ETE permite o reaproveitamento e a comercialização dos resíduos industriais, uma vez que gera água de reúso, após o tratamento adequado. Essa água pode ser destinada para variados fins não-potáveis. Alguns desses fins são irrigações paisagísticas, obras de construção civil, desobstrução de tubulações ou nos próprios processos industriais. Com um projeto adequado, uma ETE bem instalada e o reaproveitamento da água de reuso, estima-se ser possível recuperar os investimentos iniciais em, no máximo, dois anos.

Ademais, para que a ETE esteja com seu custo benefício sempre positivo, é necessário que haja manutenções regulares, monitoramento contínuo por profissionais da área para garantir que ela esteja dentro das legislações ambientais.

Ainda há alguma dúvida sobre a importância de uma Estação de Tratamento de Efluentes Industriais? Entre em contato com nossa equipe de projetos.

Deixe uma resposta!

%d blogueiros gostam disto: