5 dicas para aumentar a eficiência energética na indústria

A energia elétrica é fundamental, hoje, em todos os aspectos da vida humana. Ela está envolvida em nosso transporte, tecnologia, iluminação, etc. Inclusive, também está envolvida na fabricação industrial de diversos artigos indispensáveis para nossas vidas. Segundo a Confederação Nacional das Indústrias, até 40% dos custos de produção podem advir da energia elétrica consumida. Além disso, em função da crise hídrica, que afeta as hidrelétricas brasileiras, e da alta carga tributária cobrada, a eficiência energética se tornou uma das maiores preocupações industriais.

É importante compreender, entretanto, que eficiência energética não é o mesmo que economia de energia. Economia de energia é sinônimo de conservar e poupar. Isso irá ocorrer quando consegue-se, a partir de pequenos hábitos, reduzir o consumo de energia e eliminar desperdícios. Enquanto isso, a eficiência energética está relacionada à mínima utilização de energia para a realização de determinada atividade, sem comprometer o seu andamento. Neste sentido, há algumas atitudes que podem tanto fazer a diferença no bolso do empresário quanto ajudar o meio ambiente. Conforme o relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), ganhos de eficiência têm um efeito positivo na segurança energética, redução da poluição atmosférica regional e local e geração de empregos.

1.Mapeamento do consumo

Em primeiro lugar, para melhorar a eficiência, é importante que se entendam os gastos. Essas informações são alcançadas através do mapeamento do consumo. Para realizar o mapeamento, é recomendável que sejam marcadas avaliações periódicas do seu consumo energético. As análises resultantes trazem informações sobre a quantidade gasta com cada setor, propõem melhorias e ainda classificam o nível do consumidor. É importante atentar para esta classificação. Muitas vezes, o valor pago está acima do requerido em função de uma classificação errônea.

2.Mudanças na iluminação

Em segundo lugar, analisar a iluminação pode ser uma solução relativamente simples e barata para melhorar a eficiência energética. Uma ótima alternativa neste sentido é a substituição das lâmpadas comuns por lâmpadas LED. Estas chegam a ter um consumo 90% menor quando comparadas às incandescentes de nível de iluminação equivalente. Os modelos fornecem luz mais intensa, gastam menos energia, são mais duradouras e, além de tudo, facilitam a automação industrial.

Uma outra alternativa é a automatização da iluminação de sua indústria. A automatização pode ser feita, por exemplo, através da instalação de sensores de presença. O melhor é optar pela instalação em ambientes onde as pessoas permanecem por um curto período de tempo. Como exemplo, banheiros, escadas e garagens.

Além disso, é possível otimizar o aproveitamento de luz natural. Isso pode ser feito, por exemplo, através da ampliação de janelas e opção por divisões e telhas translúcidas. Sob o mesmo ponto de vista, uma boa dica, também, é utilizar cores claras nas paredes, possibilitando uma melhor reflexão da luz.

3.Equipamentos com selo PROCEL

 

 

Em terceiro lugar, pode-se optar por equipamentos com selo PROCEL. Esse selo foi criado pelo Governo Federal para indicar produtos com melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria.  Dessa forma, proporciona uma maneira de escolher os equipamentos mais eficientes. Consequentemente, isso pode gerar economia na conta de energia elétrica. Segundo um relatório do Centro Brasileiro de Informação em eficiência energética, o uso de equipamentos mais eficientes e instalações elétricas dimensionadas geraria uma economia de 8,8% no consumo de energia.

4.Aumento da eficiência energética de motores elétricos

Nas indústrias, há um equipamento que se destaca por ser o maior consumidor de energia: o motor elétrico. Motores elétricos estão presentes em diversos aparelhos, como filtros de manga, silos de grãos, injetoras, extrusoras, moinhos, e muitos outros. Para aumentar a eficiência energética, a substituição de motores é a ação mais abrangente a se aplicar em uma indústria. Isso porque irá contemplar  o maior número de equipamentos. Sendo assim, proporciona uma maior redução de demanda, além de promover a atualização do parque fabril. Quanto mais antigos com mais horas de operação e custo energético, maiores serão os benefícios obtidos trocando o motor.

 

Uma segunda ação possível é o redimensionamento de motores. Um motor superdimensionado consome muito mais energia do que um motor com a potência correta porque trabalha em uma condição diferente daquela para a qual foi projetado, consumindo energia além do necessário (um motor deve trabalhar utilizando entre 75% e 100% de sua potência para ter a melhor eficiência). É comum que com a adequação de potência, obtenha-se economias de até 14% no consumo de energia. Um bom indicador para verificar que há folga na operação dos motores é eles estarem operando “frios”.

Por fim, a combinação de motores de alta eficiência com controle de rotação por inversores de frequência também é uma ação com enorme potencial para melhorar a eficiência energética. A economia conjunta é muito acentuada, pois o motor entrega somente o trabalho necessário, sem desperdício. Entretanto, esta dupla de motor e inversor tem de estar ligada ao processo, de modo que sua variação seja automática.

5.Sistemas industriais mais eficientes

Várias iniciativas envolvendo sistemas presentes em diversas indústrias podem ser tomadas com vista a aumentar a eficiência. Alguns desses sistemas, bastante recorrentes nas atividades industriais, são os de ar comprimido, de refrigeração, de ventilação e de aquecimento.

Ar comprimido

 

O ar comprimido, quando presente, é um dos recursos mais caros em uma empresa ou planta industrial em termos eficiência energética, sendo que nesses casos cerca de 10% da energia elétrica utilizada na instalação é consumida pelo compressor. Entre as várias medidas que podem ser implementadas para controlar o consumo de energia de um compressor de ar, se encontram: análise da operação do compressor e redução dos vazamentos nas linhas; verificação da possibilidade de empregar compressores menores em áreas que demandam menor quantidade de ar comprimido; realização de manutenção preventiva e preditiva.

Sistemas de refrigeração

 

Já para os sistemas de refrigeração, algumas medidas para aumentar a eficiência são: manutenção regular dos componentes de refrigeração (como bobinas e ventiladores); manter os sistemas de refrigeração fora das áreas próximas às portas ou expostas diretamente ao sol, que apresentam flutuações frequentes na temperatura; selar o ar frio e manter longe contaminantes como a poeira, através do uso da tecnologia de cortina de ar.

Sistemas de aquecimento

No caso dos sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado (HVAC), que podem representar cerca de 30% do consumo de energia de uma empresa, duas dicas úteis para reduzir os custos com energia são: implementar um sistema de gerenciamento de energia (usando supervisórios e multimedidores de energia descentralizados, por exemplo) e usar a energia de gases de escape para condicionar o ar entrante, através de sistemas de ventilação de recuperação de energia.

 

Conclui-se, dessa forma, que, tendo o preço da energia elétrica aumentado a um ritmo alarmante nos últimos anos e, ao mesmo tempo, com o interesse em cumprir as responsabilidades ambientais sendo extremamente relevante nos dias atuais, a melhor alternativa para as indústrias é investir no aumento da sua eficiência energética. Uma boa combinação de ações, que podem envolver iluminação, equipamentos com selos de eficiência, mapeamento de consumo, entre outras, possibilita o emprego da energia de forma mais direcionada e concisa, além de ajudar na consolidação da política de sustentabilidade. É importante ressaltar que, apesar de algumas alternativas necessitarem de gastos, o retorno financeiro a longo prazo é satisfatório, representando grande economia. Sendo assim, uma consultoria especializada é indispensável para avaliar cada caso e propor as melhores formas de melhorar a eficiência energética.

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Por Pedro Henrique Almeida

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